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Gabriel Dias, Psicólogo Clínico CRP 06/202717

Abordagem

Terapia Cognitivo-Comportamental

A TCC é uma abordagem estruturada e baseada em evidências. Seu objetivo é investigar a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, a fim de modificar padrões ilógicos e disfuncionais, promovendo o equilíbrio e o bem-estar emocional.

Definição

O que é

Origem, premissa central e por que é referência clínica.

A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma abordagem psicoterápica desenvolvida a partir dos anos 1960 por Aaron T. Beck, psiquiatra norte-americano. Beck foi um psicanalista que buscava comprovar cientificamente as teorias psicanalíticas. Diante de diversas críticas e insatisfações com a abordagem, Beck iniciou o desenvolvimento de sua própria teoria psicológica; assim, surgiu a TCC.

A premissa central é simples: pensamentos, emoções e comportamentos se influenciam mutuamente. Ao identificar e trabalhar padrões nesse triângulo, é possível construir respostas mais flexíveis e funcionais às situações da vida.

Atualmente, é a abordagem psicológica com maior corpo de evidência empírica para diversos quadros de saúde mental, o que justifica sua presença em recomendações de instituições como OMS (Organização Mundial da Saúde), APA (American Psychological Association) e protocolos clínicos internacionais.

Evidência

Por que TCC funciona

  • Base empírica robusta: a abordagem com maior número de ensaios clínicos randomizados entre as abordagens psicológicas.
  • Recomendada por instituições internacionais como APA e OMS para vários quadros de ansiedade, depressão, traumas e dependências.
  • Foco em metas e mensurabilidade: o trabalho tem direção clara e instrumentos para acompanhar o progresso ao longo do tempo, portanto, a evolução do quadro é passível de verificação.
  • Foco no presente: a história importa para contextualizar e compreender influências do desenvolvimento e de onde surgiram as crenças e padrões de pensamento, mas o trabalho tem foco no momento presente, no aqui e agora.

Fontes: APA, Cognitive Behavioral Therapy · WHO, Mental Health.

Aplicação

Como eu aplico a TCC

As sessões possuem uma estrutura pré-definida. Iniciamos retomando os tópicos da última sessão e seguimos focando uma questão central. Entretanto, essa estrutura é flexível. Isso quer dizer que não se trata de um conceito engessado e rígido. Quando algo urgente aparece, a sessão se reorganiza em torno dessa necessidade.

Durante as sessões, trabalhamos com um conjunto diverso de técnicas com os mais variados objetivos, como: reestruturação cognitiva, ativação comportamental, exposição, role-play e treino de habilidades sociais. Não precisamos decorar todas as técnicas, o importante é que você compreenda o que estamos fazendo e por quê.

Indicações

Para que tipo de questão

Áreas em que tenho experiência clínica regular com TCC. Cada caso é avaliado individualmente na primeira sessão.

  • Ansiedade

    TAG, ansiedade social, ataques de pânico, TOC.

  • Burnout e trabalho

    Esgotamento crônico, dificuldade de desligar, identidade vinculada ao trabalho.

  • Relacionamentos

    Dependência emocional, baixo repertório em habilidades sociais, fobia social.

  • Dependência química

    Transtorno por abuso de substâncias (álcool, estimulantes, depressoras, etc).

  • Procrastinação

    Dificuldade de iniciar e manter tarefas significativas.

  • Autoestima

    Autocrítica excessiva, sensação de inadequação.

Processo

O que esperar

Etapas comuns ao longo de um trabalho TCC.

  1. Avaliação inicial

    A primeira sessão, gratuita. Você conta o que busca, conversamos sobre contexto e decidimos juntos se faz sentido seguir com o caso ou indicar outro profissional e/ou tratamento.

  2. Definição de objetivos

    Construímos um conjunto de metas e objetivos de trabalho que sejam específicos, alcançáveis e revisáveis. Todo o planejamento definido neste momento é flexível e adaptável ao longo do processo psicoterapêutico.

  3. Aplicação de técnicas

    Utilizamos um conjunto de técnicas cognitivo-comportamentais para atingir os objetivos e metas definidas.

  4. Monitoramento contínuo

    Utilizamos instrumentos para verificar se as intervenções estão sendo efetivas e estão dando resultados.

  5. Encerramento gradual

    Quando faz sentido, reduzimos a frequência dos encontros e trabalhamos a prevenção de recaídas, fortalecendo a autonomia do paciente, não a dependência da psicoterapia.

Transparência

O que não prometo

Honestidade clínica protege você e o trabalho. Aqui está o que está fora do que qualquer psicólogo sério pode oferecer.

  • Não prometo cura: não é sensato e aceitável prometer cura ou um fim definitivo do sofrimento. O processo de psicoterapia promove o desenvolvimento de recursos para lidar com as adversidades da vida; falar em cura definitiva ou fim do sofrimento não faz sentido.
  • Não prometo prazos: prometer um prazo ou número de sessões para solucionar um problema é antiético e irreal.
  • Não substituo psiquiatria: a medicação é fundamental para o tratamento de alguns quadros clínicos, portanto, se houver necessidade, o trabalho é desenvolvido em conjunto com o psiquiatra.

Perguntas frequentes

Sobre a abordagem

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