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Gabriel Dias, Psicólogo Clínico CRP 06/202717

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Ansiedade

Hub sobre transtornos de ansiedade e o que esperar de uma intervenção em TCC.

Publicado em 11 min de leituraCRP 06/202717

O que é ansiedade, clinicamente

A ansiedade é uma resposta natural do organismo à percepção de ameaça real ou percebida/antecipada. Em doses adequadas, ela nos ajuda a lidar com os desafios.

A ansiedade pode se tornar um problema quando essa resposta é exacerbada ou fora de contexto e passa a interferir significativamente em nossas vidas: na rotina, no sono, nas relações e/ou no trabalho.

Transtornos de ansiedade

O termo "ansiedade" é amplo e contempla uma série de quadros clínicos:

  • Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): preocupação excessiva e persistente em diversas situações e contextos diários.
  • Transtorno de pânico (TP): crises de ansiedade intensas caracterizadas como ataques de pânico, com foco na percepção de sintomas físicos.
  • Ansiedade social (ou fobia social): ansiedade relacionada a situações sociais (avaliação social, envolver-se com pessoas, falar em público e outras).
  • Fobias específicas: medo intenso de objetos, animais e/ou situações.
  • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): marcado por pensamentos intrusivos, obsessões, comportamentos compulsivos e rituais comportamentais ou mentais.
  • Transtorno do estresse pós-traumático (TEPT): ansiedade intensa e reações relacionadas a experiências traumáticas.

Cada quadro clínico apresenta um protocolo e conjunto de técnicas e intervenções específicas que podem contribuir com o bem-estar emocional do paciente.

Por que a TCC é tratamento de primeira linha

A TCC é considerada tratamento de primeira linha para transtornos de ansiedade, recomendada pela OMS, APA e diretrizes clínicas internacionais.

Técnicas efetivas para transtornos de ansiedade

  • Psicoeducação: compreender o funcionamento emocional e a relação entre as contingências envolvidas nas situações é fundamental para com o processo psicoterapêutico.
  • Reestruturação cognitiva: identificar, reavaliar e reestruturar pensamentos que contribuem com a manutenção do quadro.
  • Exposição gradual: enfrentar o que é temido e evitado ajuda a reduzir a intensidade da ansiedade.
  • Regulação emocional: técnicas de respiração e mindfulness ajudam a regular a emoção aversiva.

Quando a medicação entra na conversa

Em alguns casos, a psicoterapia de forma isolada pode ser suficiente. Em quadros mais severos ou persistentes, a combinação de psicoterapia e medicação pode apresentar melhores resultados.

O acompanhamento e orientação com um psiquiatra é indispensável. O psicólogo pode encaminhar; é importante destacar que a intervenção psicofarmacológica é papel exclusivo do médico psiquiatra.

Em caso de crise grave

Crises de pânico são desconfortáveis. Existem situações em que o canal mais adequado é ir ao pronto-socorro:

  • Sintomas físicos que possam mimetizar problema cardíaco: dor no peito que irradia, falta de ar severa, perda de consciência.
  • Pensamentos que possam colocar sua vida e/ou integridade física em risco: procure CVV (188) ou pronto-socorro para atendimento imediato.

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Material específico por tema nos artigos deste hub.

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